TAILÂNDIA

Lembro-me em criança contemplar postais da Tailândia. Lembro-me de ficar largos minutos a admirar a beleza e a prometer a mim mesmo que iria conhecer aquele paraíso quando fosse adulto. Finalmente o dia de cumprir a promessa chegou e em Janeiro parti à descoberta do sudoeste asiático. 

Sabia que aqueles postais nunca me iriam desiludir, o que não sabia é que a Tailândia tinha tanta coisa para oferecer além da sua famosa beleza!

Banguecoque

A minha viagem na Tailândia começava pela sua capital. Caótica e multicultural serão as melhores palavras para descrever Banguecoque. Oito milhões de pessoas moram na mais visitada cidade do sudoeste asiático. O trânsito infernal, a poluição, ou a parca arquitectura dos prédios eram motivos suficientes para não gostar da cidade, mas havia mais... 
A simpatia, hospitalidade e humildade do povo tailandês conquistou-me, assim como a sua comida ou os seus templos.

 

Tinha consciência de que independentemente do tempo que estivesse em Banguecoque ficaria sempre muita coisa para ver, mas um dia e meio foi manifestamente pouco.

 O plano era simples: visitar o maior número de coisas no menor tempo possível, para isso era preciso evitar filas ou perder muito tempo no já referido trânsito. 

O meu desejo era visitar os três importantes templos, mas infelizmente o Grand Palace ficou de fora uma vez que só abria da parte da tarde. 


A visita começou então pelo Wat Arun também conhecido como templo do amanhecer. O templo tem uma torre principal com 80 metros de altura e decorado com pedaços de porcelana colorida, além das muitas figuras religiosas e figuras de guerreiros. Fica às margens do rio Chao Phraya e é um dos mais imponentes monumentos tailandeses.

A sua beleza vista da outra margem do rio levou o Rei Taksin a batiza-la com o nome "amanhecer" pelo esplendor que o monumento tem nessa altura do dia. 

A segunda paragem seria: Wat Pho ou o templo do Buda Inclinado é outra das grandes atrações de Banguecoque. O gigante Buda Inclinado presente no templo mede 15 metros de altura e 46 de comprimento, é todo coberto de ouro sendo um verdadeiro regalo para os turistas. Há muito mais além do Buda gigante, existem outros mil Budas dourados e pequenos templos para serem visitados.

Pelo meio das viagens aos templos uma pequena viagem de barco pelo Rio Chao Phraya, o rio é bastante poluído, o que não torna o passeio atrativo. No entanto é às suas margens que se encontra a essência do povo tailandês. Neste curto passeio vi um pouco de tudo, pessoas a lavar a louça em alguidares, , a estender a roupa na esperança de secar naquele sufocante calor húmido, pessoas a tomar banho apenas com uma cortina a tapar o corpo do olhar dos turistas ou os famosos dragões de Komodo que infelizmente não consegui fotografar.

A última paragem foi um "Floating Market" ou como gostamos de traduzir "Mercados flutuantes". O Taling Chan era o mercado mais próximo do qual me encontrava hospedado em Banguecoque e a minha curiosidade em conhece-lo era muita. 
Ao contrário do famoso Damnoen Saduak, Taling Chan ainda é frequentado essencialmente pela população tailandesa, o que me permitiu vivenciar o local de forma genuína.

Infelizmente o tempo foi pouco deixando assim boas atracções de fora do meu roteiro como o "Grand Palace" ou "Railway Market", principalmente este último suscitava muito o meu interesse, mas a falta de tempo na capital tailandesa não permitiu a visita.

As horas pareciam passar a correr em Banguecoque, talvez fruto do caos que é a vida na cidade ou então pela vontade de conhecer o máximo possível. No geral não desiludiu, tem vida, boa comida e acima de tudo uma cultura e um povo que fez valer a descoberta.

Krabi

A província de Krabi é um dos locais mais visitados na Tailândia e é fácil entender o motivo. 
Para além das praias e ilhas maravilhosas tem uma vida nocturna que atrai milhares de turistas às suas ruas em especial na zona de Ao Nang.

 

Krabi é sinónimo de praia. Railay Beach e Phra Nang Beach faziam parte dos meus sonhos de criança e finalmente tive o prazer de contempla-las.

Railay beach é uma das mais famosas praias a nível mundial. A sua beleza justifica sem sombra de dúvidas a sua fama! Localizada em uma península, a praia só é acessível através da água, os barcos partem todas as horas da vizinha Ao Nang e a viagem dura cerca de 15 minutos nos famosos e peculiares barquinhas tipicamente tailandeses. A água límpida, as centenas de barcos atracados e as falésias gigantes dão, ao local, uma magia que só visitando se percebe!

Logo ali ao lado fica a Phra Nang Beach. Famosa pelo seu rochedo gigante mesmo em frente ao areal de lhe confere um aspecto singular e ao mesmo tempo fabuloso. 
Fiquei para ver o pôr-do-sol, jantar e mais tarde mergulhar quando já era noite escura, uma sensação de liberdade inexplicável e um momento para mais tarde recordar.

Também ao lado da Railay Beach fica Ao Nang Beach, com uma beleza bem menor do que as restantes, mas ainda assim um belo areal para repousar e aproveitar o mar. Daquela praia partem os barcos que fazem as excursões aos mais variados locais.

​É também em Ao Nang que se encontra a animação nocturna, o comercio típico local, a restauração e os famosos salões da massagem tailandesa.

Ao Nang tem uma vida que eu não esperava, existe movimento a qualquer hora do dia ou da noite. Os turistas invadem as ruas e os locais aproveitam para lucrar. Uma dica: negoceie sempre os preços nas lojas de lembranças, nos táxis e até nas massagens, os preços estão bastante inflacionados.

 

Na parte da alimentação é diferente, não me parece que estejam inflacionados. Procurei comer nas barraquinhas de comida tipicamente tailandesa, para além de muito mais económica o sabor é muito melhor que nos restaurantes, há ainda o facto que ali estás a ajudar o pequeno empreendedor tailandês, enquanto nos restaurantes não é tanto assim. A comida é fantástica  sejam as espetadas grelhadas ali à nossa frente, o peixe fresco ou ainda os outros pratos típicos. 

Não podia deixar a Tailândia sem experimentar a famosa "Thai Massage". Existem vários tipos de massagens dentro do conceito "Thai Massage", eu experimentei dois tipos de massagem e posso dizer que é uma sensação estranha. A massagem é bastante dolorosa, mas ao mesmo tempo relaxante, e no final das massagens sentia-me muito mais "leve", essa é a verdade. 

Foi também na província de Krabi que vivi uma das mais incríveis experiências da minha vida estando em contacto com os elefantes. Os elefantes são um animal sagrado na Tailândia e no KrabiElephant Care House tratam-nos com tal. Um bem-haja a esta instituição que não abusa dos elefantes como fazem tantas outras. Se algum dia for à Tailândia por favor não ande em cima dos elefantes, eles não são escravos, dê-lhes banho e comida e verá que será uma experiência única tal como foi a minha!

Phi Phi Islands

Phi Phi Islands é um pequeno arquipélago formado por 6 ilhas a cerca de 40km de Krabi, é apenas acessível de barco. Apenas uma das ilhas é habitável: Phi Phi Don, as restantes são apenas atracções turistas que se enchem de barcos.

Depois da viagem de Ferry que demorou cerca de uma hora e meia a fazer a ligação de Krabi até ao pier (porto) em Phi Phi Island, seguiu-se uma pequena viagem num pequeno barco tailandês até ao hotel no norte da Ilha. A paragem era Laem Tong Beach, a zona mais calma e relaxante da Ilha principal. 

A viagem de barco até ao hotel deu para perceber o porquê da fama das Ilhas Phi Phi! Um verdadeiro regalo, uma beleza inesgotável. Ao chegar a Laem Tong Beach percebi que tinha acertado na mouche. A areia clara e a água tépida e transparente tornava o lugar um sonho.

A mãe natureza é capaz de obras fantásticas e Phi Phi é sem dúvida uma delas. O hotel era incrível, essencialmente pela vista incrível ao cada acordar. Laem Tong Beach é também o local onde saem excursões para as restantes ilhas. De novo uma dica: não faça as excursões através dos hotéis! Negociei com os tailandeses que via na praia e fizeram-me um excelente preço, para além da simpatia que fez valer cada passeio.

Laem Tong Beach também ficará na minha história marcado. Foi ali que decidi dar um passo importante na minha vida pedindo a minha namorada em casamento! Ainda se fazem homens românticos... 

Outro dos pontos a favor eram os restaurantes tipicamente tailandeses, bem diferente da realidade vivida na zona mais movimentada de Koh Phi Phi. A escolha não era muita, quatro ou cinco restaurantes, experimentei todos eles, mas a partir do terceiro dia decidi ir sempre ao mesmo pois acabei por construir amizade com a proprietária!

Não pensem que fiquei plantado na mesma praia todos os dias, havia muito para ver nas Phi Phi e eu fiz o máximo que pude! As excursões são excelentes, param sempre que pedimos e são superpacientes e prestáveis. 
Dei a volta a todo o arquipélago, exceptuando a Bambo Island. 

 

É difícil dizer qual o local mais bonito de todos, ainda que a Pileh Lagoon me tenha maravilhado. 
As Phi Phi são um sonho, uma viagem em cheio, plena de aventura quer fosse a fazer snorkeling na Loh Dama Bay ou estar lado a lado com os macacos na Monkey Beach. Infelizmente não conheci a Maya Bay, uma vez que se encontra fechada para que as espécies que tinham lá o seu habitat natural regressem. 
Sai apaixonado pela Tailândia sabendo que não vi nem um terço daquilo que tem para oferecer!

Por fim não podia deixar de agradecer aos meus amigos de viagem: Joel e Daniela que foram uns leais companheiros nesta aventura, assim como a minha namorada, agora noiva Liliana que sempre me acompanha!