COPENHAGA

Sempre tive particular interesse em conhecer os países nórdicos e visitar Copenhaga estava no topo da lista. A poucos dias de visitar a capital dinamarquesa vi um artigo, em que, esta cidade era considerada a capital mais feliz do mundo. Embora ache que medir a felicidade é um pouco subjectivo  não deixou de ser um dado que aumentou ainda mais o meu interesse e como se veio a confirmar não desfraldou as expectativas. 

Não tinha a certeza se os dois dias que disponha na capital dinamarquesa chegariam, depois da visita posso dizer que é o ideal. Copenhaga é relativamente pequena e as suas atrações são perto umas das outras, a pé, nos transportes públicos ou até de bicicleta, transporte muito usado pelos dinamarqueses, é possível conhecer toda a cidade.

Castelo Rosenborg

A minha visita começou pelo Castelo de Rosenborg. Este castelo guarda no seu interior a historia da coroa dinamarquesa, gostava de o ter visitado por dentro, mas a fila iria fazer com que perdesse toda a manhã por lá, coisa que não podia acontecer.

Fiquei por lá mais um pouco para ver a cerimonia dos guardas da coroa. Todas as manhãs há um ritual em que os guardas marcham do castelo até ao palácio Amalienborg, residência da família real Dinamarquesa. Uma marcha que dura cerca de 25 minutos e que pára toda a cidade.  

Kastellet

Kastellet é uma cidadela que, foi no passado um forte militar. Actualmente é um local de descontração para os locais.  Um simpático parque onde o verde é a cor predominante, os lagos, o moinho, a igreja e o antigo edifício militar pintado de vermelho embelezam o local e torna-o num passeio obrigatório para quem visita Copenhaga.

Nyhavn

Nyhavn é o muito provavelmente o lugar mais conhecido da Dinamarca. É o ex-líbris de Copenhaga. Um porto/canal com barcos e charmosos edifícios coloridos nas suas margens, repletos de cafés e restaurantes. 

Tive a felicidade de encontrar um dos raros dias de sol com céu limpo que se abate sobre este país nórdico, o que me permitiu caminhar nas ruas às suas margens e aproveitar o passeio para presenciar este local de enorme beleza e que faz os turistas apaixonar-se pela capital dinamarquesa, como foi o meu caso.

Marmorkirken

Esta era a obra arquitetónica que mais interesse me suscitava. A Marmokirken (Igreja de Mármore) ou como é conhecida por lá Frederik´s Church, possui o maior domo entre todas as igrejas da Escandinávia. Levou dois séculos para ser construída e reza a historia que o domo foi inspirado na Basilica de São Pedro em Roma. É realmente um monumento imponente e de enorme beleza. Situa-se junto ao palácio da família real dinamarquesa, já citado anteriormente, e é de facto aquele que engrandece a cidade. A entrada é gratuita, mas estava já encerrada a visitas pois visitei-a ao final da tarde, o grande erro da minha viagem.

Tivoli Gardens

Tivoli Gardens é o parque de diversões mais antigo do mundo, construído em 1843 é passagem obrigatório para os turistas, em especial os que levarem crianças. O Tivoli, é mais do que um simples parque de diversões, aqui é permitido que qualquer adulto volte a ser criança. Foi o que eu fiz, diversão sem limites para acabar em grande a minha visita. A mistura de temáticas, a iluminação e a adrenalina da montanha russa ou das restantes animações fizeram com que não quisesse sair de lá. Do Tivoli sai uma criança feliz e encantada como nos bons velhos tempos de infância!

Notas finais

Há ainda a citar a visita Estatua da Pequena Sereia em homenagem à obra do escritor Hans Christian Andersen ou a passagem pela conhecida rua Stroget. À ainda referir que faltou visitar o museu e a fabrica da Calsberg e ainda a cidade independente de Christiania. Não estou desiludido por aquilo que não visitei, o que mais tinha interesse conheci, pese embora como apreciador de cerveja o museu da Calsberg fosse certamente interessante. Mais um dia não teria sido mau, mas continuo a achar que dois é o ideal.

Apenas algumas dicas/considerações: Copenhaga é uma cidade cara quando comparada à realidade praticada em Madrid, Barcelona ou Milão, cidades que já conheço.

Os transportes são muito organizados e simples de perceber, alias organização é a palavra chave dos dinamarqueses. Ainda em relação aos transportes há um passe para 48 horas que compensa imenso a quem, como eu, estiver alojado na periferia e usar constantemente os transportes para ir de uma atração para outra.